Pôr do Jau

Pôr do Jau reúne clássicos da música baiana em Maceió

Pôr do Jau reúne clássicos da música baiana em Maceió

Maceió recebe no dia 1º de novembro, véspera de feriado, mais uma edição do Pôr do Jau, evento que promete transformar a noite alagoana em uma viagem por diferentes gerações da música brasileira. O encontro reúne Jau, Edson Gomes, Bruninho e Art Popular, artistas que, cada um à sua maneira, ajudaram a construir trilhas sonoras afetivas para públicos de diversas idades.

Jau, o anfitrião de uma trajetória ligada à Bahia

Responsável por dar nome e identidade à festa, Jau carrega uma história musical construída desde o fim dos anos 1980, quando ainda adolescente integrou o Olodum como compositor e intérprete. Essa fase marcou o início de uma carreira que, mais tarde, passaria pela banda Afrodisíaco antes de se consolidar no caminho solo. Ao longo dos anos, o artista desenvolveu uma sonoridade própria, que mescla referências afro-baianas, pop e música popular brasileira. Canções como "Flores da Favela", "Amar é Bom", "Se Joga", "Amanda" e "Anjo Torto" se tornaram parte do repertório afetivo de seu público, com destaque para "Flores da Favela", um dos grandes marcos de sua fase solo e responsável por projetar seu nome para além da Bahia.

Edson Gomes e cinco décadas de reggae brasileiro

A presença de Edson Gomes reforça o peso histórico da noite. Nome fundamental do reggae no Brasil, o artista baiano construiu uma carreira que atravessa cinco décadas, usando o gênero como ferramenta de crítica social, resistência e também de narrativas sentimentais. Seu álbum de estreia, "Reggae Resistência", lançado em 1988, apresentou músicas que se tornariam referências em sua trajetória. Em Maceió, o público poderá reencontrar faixas como "Malandrinha", "Samarina", "Árvore", "Campo de Batalha", "Criminalidade", "Camelô" e "Sistema do Vampiro", canções que seguem presentes em rodas de amigos e apresentações ao vivo, mantendo viva a identidade construída por Edson Gomes desde os anos 1980.

Art Popular e os clássicos do pagode dos anos 1990

Completando o time de atrações que atravessam gerações, o Art Popular chega ao Pôr do Jau como um dos grupos mais relevantes da história do pagode brasileiro, especialmente a partir dos anos 1990. Com uma sonoridade que ampliou as fronteiras do gênero ao incorporar diferentes influências, o grupo construiu um repertório que resistiu ao tempo. Músicas como "Temporal", "Pimpolho", "Agamamou", "Sem Abuso" e "Eternamente Feliz" fizeram parte de festas e rádios de uma geração inteira e seguem presentes nos shows da banda até hoje. "Temporal", faixa-título do álbum lançado em 1996, é considerada um dos maiores clássicos da carreira do grupo.

Uma noite de encontros musicais

Bruninho também integra a programação, reforçando a mistura de estilos que caracteriza o Pôr do Jau. A proposta do evento é justamente essa: transformar a véspera de feriado em uma celebração que aproxima artistas de trajetórias distintas, mas unidos pela capacidade de despertar memórias em públicos de diferentes idades. Entre o afro-pop de Jau, o reggae histórico de Edson Gomes e o pagode atemporal do Art Popular, Maceió se prepara para uma noite em que cada música carrega consigo um pedaço da história musical brasileira.